Resolvi aceitar o convite da escritora e antologista Jana Lauxen. Escrevi um conto sobre o meu “pão e circo” predileto para a antologia "Literatura Futebol Clube". O projeto reúne contos e crônicas sobre os principais clubes do Brasil e a Seleção Brasileira. Jana me encomendou um texto inspirado no time de Mano Menezes. O texto acabou tratando, além do assunto da coletânea, da loucura, do fanatismo, da alienação. O livro será lançado no Rio de Janeiro, na Lapa, no dia 28 de abril. Segue o release da Multifoco:
sábado, 21 de abril de 2012
Literatura Futebol Clube
Resolvi aceitar o convite da escritora e antologista Jana Lauxen. Escrevi um conto sobre o meu “pão e circo” predileto para a antologia "Literatura Futebol Clube". O projeto reúne contos e crônicas sobre os principais clubes do Brasil e a Seleção Brasileira. Jana me encomendou um texto inspirado no time de Mano Menezes. O texto acabou tratando, além do assunto da coletânea, da loucura, do fanatismo, da alienação. O livro será lançado no Rio de Janeiro, na Lapa, no dia 28 de abril. Segue o release da Multifoco:
sábado, 31 de março de 2012
O grande Gatsby
Publicado também no Balaio de Notícias.
Ler O grande Gatsby é entrar no território vasto de um clássico da literatura mundial, perseguir um personagem que escapa aos olhos do narrador e experimentar a atmosfera da “Era do Jazz”.
sexta-feira, 2 de março de 2012
A literatura e as escolhas provisórias
Publicado também no Musa Rara.
Preciso selecionar melhor as minhas leituras. Li muita coisa boa em 2011, mas leio, como boa parte dos humanos trabalhadores, nas sobras do tempo. As bibliotecas e livrarias riem da nossa brevidade. Daí a necessidade de filtragem. A leitura me parece assim: ganhos para a memória, a inteligência e a imaginação quando a escolha foi acertada. Créditos na conta da morte se o livro fluiu sem acrescentar significado.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Canções do segundo andar, um delírio lúcido
Canções do segundo andar (2000), terceiro filme do diretor sueco Roy Andersson, é um trabalho arrebatador e imaginativo. A trama, repleta de personagens fugazes e fracassados, busca retratar mais a loucura do mundo contemporâneo do que contar uma história na perspectiva do protagonista, como nas narrativas tradicionais.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Da imparcialidade
As bruxas foram às ruas protestar. Disseram que as fadas eram culpadas por todos os males do mundo. Nenhum contador de histórias quis ouvi-las.
#microficção - 17 de novembro
Em movimento
Vivemos sob a lei da novidade: mude, mude, mude. As pessoas precisam estar sempre em movimento, não importa se andam em linha reta ou em círculos. É isso o que faz delas mercadorias, ou melhor, pessoas!
17 de novembro
Debatedores
É, ao mesmo tempo, trágico e cômico, que todo acontecimento, mesmo aqueles com raízes complexas, geram, assim que divulgados, multidões de comentaristas e debatedores, ocupando uma escala geográfica que vai dos botecos às redes sociais. E o pior, todo mundo com a opinião “muito bem formada”, impondo suas verdades uns aos outros, alguns sempre preparados para repertir os cursos superintensivos do Jornal Nacional. No calor do momento, eu prefiro seguir a cartilha de Rosa. Não sei absolutamente nada, mas desconfio de muita coisa.
9 de novembro
Quadrúpedes
No trânsito engarrafado, motoristas furam fila, disparam buzinas, trocam ofensas. Voltamos a andar sobre quatro patas. Redondas e emborrachadas.
13 de setembro
domingo, 6 de novembro de 2011
Os fantasmas da ficção
Publicado também no Balaio de notícias.
A metaficção, apesar de muito explorada nas últimas décadas, continua a ter certo impacto, especialmente num meio, como o mercado editorial brasileiro, em que há poucos leitores em busca de literatura nacional e muitos alunos nas oficinas literárias. Fazer ficção com base no universo da própria ficção, quando o autor tem habilidade suficiente para não se perder em referências vazias, costuma ter forte apelo diante de quem vive as angústias criacionais.
A página assombrada por fantasmas (Rocco, 2011), do jovem autor Antônio Xerxenesky, um livro de contos sob a unidade temática da literatura, é mais uma contribuição para o ramo. Os nove contos do livro – ou quase todos – trazem personagens às voltas com angústias literárias ou diante de dúvidas comuns da trajetória humana, mas cuja ponte para o confronto (nunca para o entendimento ou a redenção, ainda bem) se dá pela literatura.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Quando até o desemprego é psicológico
Publicado também no Observatório da Imprensa.
“O mundo é perfeito, o problema está com você.” Eis uma ideia obviamente fora de lógica e nem por isso ausente no discurso lucrativo da autoajuda corporativa: livros, vídeos, palestras, programas de rádio e afins. Na mídia, como não podia deixar de ser, existem dezenas de gurus empresariais prontos para louvar as maravilhas do mercado e prescrever receitas infalíveis para os fracassados. As recomendações, quase sempre, não tratam os problemas corporativos pelo viés da realidade socioeconômica, mas pela ótica de um lugar imaginário onde toda empresa crava seus alicerces para oferecer condições justas e favoráveis de trabalho e os conflitos se originam, invariavelmente, da incompetência e falta de preparo mental e técnico do empregado ou aspirante a.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Links do mês
Rodrigo Gurgel analisa Dom Casmurro no Rascunho.
Documentário O jardineiro e o pirata.
Caí no mundo e não sei voltar, crônica de Eduardo Galeano sobre o consumismo.
O Cronópios publicou o meu artigo Sobre histórias e abismos. O portal também deu início a uma série de videocasts. Veja as entrevistas de Renato Tardivo, Tavinho Paes, Nelson de Oliveira e Márcia Barbieri.
sábado, 13 de agosto de 2011
Um convite aos frascos e comprimidos
Renato Tardivo *
Márcio Almeida, escritor, jornalista e professor universitário, publicou recentemente A minificção do Brasil: em defesa dos fracos & dos comprimidos (Edição do autor, 2010).
O livro é uma coletânea de ensaios que, como já diz o subtítulo, sai em “defesa dos frascos e dos comprimidos”. Temos, nesta obra, o retrato de um acurado trabalho de pesquisa e leitura crítica, que visa apontar os mecanismos pelos quais autores relevantes são deixados de lado.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Dica de filme: O dorminhoco, Woody Allen

Em algum lugar do passado repousam aquelas comédias que conseguiam unir num só filme o humor pastelão, os diálogos inteligentes e as críticas sociais. Na década de 70, em particular, encontramos uma das fases mais interessantes do cineasta Woody Allen. Não nega isso o filme O dorminhoco (1973), uma pérola que transita entre a comédia e a ficção científica.
sábado, 6 de agosto de 2011
Sobre histórias e abismos
Publicado também no Balaio de notícias.
A seção de literatura nacional de uma livraria – aquela a que chegamos após atravessarmos labirintos quase borginianos de autoajuda, não ficção, best sellers, vampirinhos e criaturas afins – apresenta, em geral, o triunfo do realismo urbano. São narrativas que se alimentam de uma estrutura inaugurada por Flaubert e Balzac ainda no século XIX. A prosa realista se caracteriza, principalmente, pelo culto aos detalhes, dinâmicos e estáticos, da realidade nos arredores do olhar autoral.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Quando a literatura imita o caos
Sempre enxerguei a literatura como uma máquina de produzir sentidos, seja pela subversão do senso comum, a quebra de padrões, o uso de recursos literários, especialmente a metáfora. Sendo assim, desconfio daquilo que se apresenta decididamente como nonsense, com o objetivo, simplesmente, de demolir significados, tirar graça do bizarro, limpar o sistema de signos do leitor, como tenho lido e ouvido por aí. Não me refiro às obras que trafegam entre o absurdo e a simulação do real, e até confesso a minha paixão pelo estranhamento da Alice de Lewis Carrol, A Lua vem da Ásia, de Campos de Carvalho, Bom dia para os defuntos, de Manuel Scorza, sem contar o texto kafkaniano e a beleza do realismo mágico latino-americano.
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